Artigos
36 estudos científicos, no idioma original da publicação.
Dica
Os títulos estão no idioma original
Os estudos com o RTA estão em português; os de biomecânica respiratória, em inglês. Para autor, basta o sobrenome. Experimente:
Introdução e Objetivo: O Método de Reequilíbrio Tóraco-Abdominal (RTA) é caracterizado como a reorganização do sinergismo muscular ventilatório, reduzindo o esforço respiratório, promovendo a remoção de secreções das vias aéreas e pulmões, além de melhorar a força muscular respiratória e ajustar o tônus muscular. No entanto, há poucas publicações científicas sobre este método em pacientes cardíacos submetidos à cirurgia de revascularização do miocárdio (CRM). O objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos do método RTA sobre variáveis hemodinâmicas, desconforto respiratório e complicações pulmonares em pacientes após CRM.
Métodos: Este foi um ensaio clínico randomizado e cego para o avaliador. Foram incluídos adultos (>35 anos), hemodinamicamente estáveis, que haviam realizado CRM (<24 h) e com prescrição de fisioterapia. Os pacientes foram randomizados em dois grupos: Grupo de Intervenção (GI) – RTA; Grupo Controle (GC) – fisioterapia convencional. As intervenções ocorreram por dois dias (duas vezes ao dia), totalizando 4 sessões. Foram avaliadas as seguintes variáveis pré e pós-intervenção: frequência cardíaca (FC), frequência respiratória (FR), saturação periférica de oxigênio (SpO2), pressão arterial média (PAM) e escala de desconforto respiratório. A escala de complicações pulmonares foi aplicada ao final das intervenções. A amostra consistiu em 58 pacientes (30 GC e 28 GI).
Resultados. Não houve diferenças significativas entre as características da amostra e dados clínicos/perioperatórios entre os grupos. Observou-se aumento significativo na FR e na PAM após a intervenção em ambos os grupos. Contudo, apenas no GI houve redução significativa na escala de desconforto respiratório (p = 0,001). Além disso, o GI apresentou menor escore (p < 0,0001) na escala de complicações pulmonares ao final das intervenções, em comparação ao GC.
Conclusão: O método RTA reduziu o desconforto respiratório e as complicações pulmonares em pacientes após CRM. Esses achados sugerem a aplicabilidade do método em outras populações cirúrgicas, sejam eletivas ou não, como nas áreas de oncologia, traumatologia e neurologia, potencializando a eficácia do processo de recuperação.
Registro do Ensaio Clínico: NTC 04631198 Aprovação Ética: Comitê de Ética e Pesquisa da Fundação Universitária de Cardiologia. Conflitos de Interesse: Os autores declaram não haver. Disponibilidade de Dados: https://orcid.org/0000‐0003‐0627‐1015
Ler o artigoPDF de Método de Reequilíbrio Tóraco-Abdominal é superior na redução do desconforto respiratório, complicações pulmonares pós-operatórias e variáveis hemodinâmicas quando comparado à fisioterapia convencional em pacientes submetidos à cirurgia de revascularização do miocárdio: Ensaio Clínico Randomizado (abre em nova aba)Objetivo. Analisar o efeito do método reequilíbrio toracoabdominal (RTA) na biomecânica respiratória, desconforto respiratório, sensação dolorosa e parâmetros fisiológicos em recém-nascidos prematuros moderados, comparando-os com grupo controle.
Métodos: Ensaio clínico randomizado realizado em unidade de terapia intensiva neonatal. A avaliação constou da Escala de Dor Infantil Neonatal, parâmetros fisiológicos, boletim de Silverman-Andersen, cirtometria torácica e ângulo de Charpy. Os recém-nascidos foram randomizados para o grupo RTA (n=17) ou para o grupo controle (n=13) e submetidos à técnica de aceleração de fluxo expiratório lento (AFEL). A avaliação de um único atendimento foi realizada em três momentos: antes, depois e 30 minutos depois da intervenção.
Resultados. Na comparação intergrupos, houve diferença significativa na frequência respiratória 30 minutos após a intervenção (p=0,03). Não houve diferenças significativas nas comparações intra e intergrupos para dor e desconforto respiratório. No ângulo de Charpy, houve diferença significativa no grupo RTA, entre as avaliações 1 e 2 (p=0,01). O grupo RTA apresentou diferença significativa (p=0,03) entre as avaliações 1 e 3 para a cirtometria de linha axilar e entre as avaliações 2 e 3 no processo xifoide. No grupo controle, houve diferença significativa da linha axilar entre as avaliações 1 e 2 (p=0,04) e 2 e 3 (p<0,001).
Conclusões: O método RTA apresentou efeito positivo na frequência respiratória e na biomecânica respiratória quando comparado ao grupo controle. Em ambos os grupos, as técnicas não promoveram desconforto respiratório ou sensação dolorosa, tornando-as seguras para essa população.
Palavras-chave: Prematuridade; Toracoabdominal; Fluxo expiratório; Biomecânica; Reabilitação
Introdução: Nos lactentes, o sistema imunológico ainda é imaturo, o que torna as crianças mais suscetíveis ao vírus sincicial respiratório, o principal causador da bronquiolite. O Reequilíbrio Toracoabdominal (RTA) é um método de terapia manual que atua sobre o sistema respiratório por meio de uma leitura global em situações de doenças. Objetivos: Avaliar os efeitos do método RTA, comparado à fisioterapia tradicional (FT) em lactentes com bronquiolite. Metodologia: Pesquisa experimental e prospectiva, na qual 24 lactentes foram divididos em dois grupos, FT (n = 12) e RTA (n = 12). Parâmetros fisiológicos (frequência respiratória, frequência cardíaca, saturação de pulso de oxigênio e ausculta pulmonar), desconforto respiratório e desequilíbrio da biomecânica respiratória foram avaliados antes e após os manuseios. Resultados: A idade média foi de 13 (± 11,07) semanas no grupo FT e no grupo RTA 13,3 (± 8,41) semanas. Após os manuseios, obteve diferença estatística no grupo do RTA comparado ao da FT nos seguintes parâmetros: observamos uma diminuição significativa da frequência cardíaca (p = 0,02) e da frequência respiratória (p = 0,0002), no quesito esforço respiratório em tórax superior (p = 0,004) e tórax inferior (p = 0,017) e no escore de Wood-Downes em moderada com (p = 0,0001). Conclusão: O RTA mostrou-se mais eficaz que as técnicas da FT em relação aos benefícios ao lactente.
Objetivo. Analisar a variação em desfechos hemodinâmicos e ventilatórios após aplicação da Técnica de Reequilíbrio Toracoabdominal (RTA) em neonatos no pós-operatório de cirurgias da parede abdominal. Métodos: Tratou-se de uma série de casos, realizada com 10 neonatos internados na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) em pós-operatório de cirurgias de parede abdominal de uma maternidade de referência do Ceará. Resultados: Da população estudada, 60{25bca9e2bd0ebb3edf95370ff780b3b440131ee6ee0197df4233ed2a2b802bf2} eram do gênero feminino, 90{25bca9e2bd0ebb3edf95370ff780b3b440131ee6ee0197df4233ed2a2b802bf2} dos casos apresentaram intercorrências na UTIN. Após a aplicação da técnica de RTA observou-se que o nível de sedação necessário reduziu em 75{25bca9e2bd0ebb3edf95370ff780b3b440131ee6ee0197df4233ed2a2b802bf2} e a dor em 50{25bca9e2bd0ebb3edf95370ff780b3b440131ee6ee0197df4233ed2a2b802bf2} segundo a escala N-PASS. Em relação as variações dos parâmetros ventilatórios houve uma diferença estatística significativa, com baixo tamanho de efeito e alta margem no intervalo de confiança, na pressão inspiratória máxima de base e na medida realizada 15 minutos após a intervenção e do volume corrente medido antes e após 5 minutos. Conclusão: Com os resultados obtidos neste estudo, pode-se concluir que a ocorreu redução da dor e sedação, e que ocorreu mudança de desfecho entre antes e após aplicação da técnica nas variáveis de volume corrente e pressão inspiratória máxima, tais mudanças não podem ser relacionadas com impactos em desfechos clínicos visto as limitações da pesquisa.
Acute Viral Bronchiolitis (AVB) commonly affects newborns and infants causing signs of mild to moderate respiratory distress, presenting in some cases, need of hospital care to these patients. Thus, despite the low evidence levels of indicating the use of conventional therapies while treating BVA, this article presents the effectiveness of the Thoracic-Abdominal Rebalancing (TAR) technique in a newborn diagnosed with BVA during his hospital stay. The ATR technique proved to be effective in improving signs of respiratory effort when used in an infant hospitalized for AVB.
Objetivo. Investigar o efeito imediato do método reequilíbrio toracoabdominal na melhora de marcadores funcionais em paciente com Deficiência Sulfito Oxidase. Descrição do Caso: estudo de caso de uma paciente do gênero feminino, 6 anos, com diagnóstico clínico de deficiência sulfito oxidase, foram realizadas 06 sessões fisioterapêuticas, com duração de 40 minutos, sendo os marcadores funcionais avaliados antes e após a conduta: saturação parcial de oxigênio, frequência respiratória, frequência cardíaca, ausculta pulmonar e classificação da gravidade do esforço respiratório pelo escore de Downes e Escala de Borg. Para potencializar ação do método exige-se uma preparação: posicionamentos adequados, mobilizações articulares, manobras miofasciais, alongamentos e fortalecimentos da musculatura respiratória. Em seguida os manuseios de tratamentos utilizados: Apoio toracoabdominal, Circular do esterno, Ajuda inspiratória, Apoio abdominal inferior, Ginga torácica. Resultados: Demonstrou-se que o método reequilíbrio toracoabdominal promove efeitos benéficos na melhora da força muscular respiratória, desempenho com eficiência das funções inspiratórias e expiratórias, aumento do volume de ar corrente, melhora da complacência pulmonar e diminuição da resistência expiratória. Conclusão: Este estudo contempla uma reflexão as práticas de técnicas não invasivas que traz conforto, melhora de sinais vitais e não produz alterações adversas dos parâmetros ventilatórios no paciente.
Pré-termos podem desenvolver afecções respiratórias que estão diretamente relacionadas com uma imaturidade orgânica. Dentre elas, a Síndrome do Desconforto Respiratório – uma das principais patologias que acometem os recém-nascidos pré-termos, caracterizada por uma piora progressiva do grau de desconforto respiratório nas primeiras horas de vida. O acompanhamento fisioterapêutico desses recém-nascidos é de importância fundamental, pois visa obter estabilidade nas variáveis clínicas, tal qual a frequência cardíaca, frequência respiratória, saturação de oxigênio e o sincronismo tóraco abdominal Dentre as várias técnicas pela literatura, o método Reequilibrio Tóraco-abdominal visa incentivar o pulmão e a desobstrução brônquica através da normalização das forças dos músculos respiratórios. O objetivo do presente estudo foi avaliar a influência do método Reequilíbrio Tóraco-Abdominal em recém-nascidos pré-termos pós Síndrome do Desconforto Respiratório, em uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. Avaliaram-se 06 recém-nascidos internados na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal, no período de agosto a outubro de 2011, onde foi aplicada uma ficha de avaliação diária em que constavam as variáveis analisadas pelo presente estudo e a mensuração do sincronismo tóraco-abdominal coletada pré e pós aplicação do protocolo de tratamento com duração de duas semanas. Constatou-se que as variáveis clinicas não demonstraram melhoras significativas pré e pós, porém o sincronismo tóraco-abdominal demonstrou melhora em relação ao periodo de aplicação do protocolo de tratamento.
No estudo, teve-se por objetivo investigar o efeito das manobras do método Reequilíbrio Tóraco-Abdominal (RTA) sobre parâmetros ventilatórios de sujeitos com paralisia cerebral do tipo quadriplegia espástica. A amostra constituiu-se de quatro sujeitos, com idades entre 4 e 13 anos, que recebiam atendimento no Laboratório de Ensino Prático em Fisioterapia do Centro Universitário Franciscano (UNIFRA). Foram realizados dois atendimentos semanais para cada sujeito da pesquisa, com duração de 30 minutos cada, totalizando 11 atendimentos. Utilizou-se os seguintes instrumentos para a coleta dos dados: ficha de avaliação, sistema de classificação da função motora grossa (GMFCS), cirtometria e filmagem da dinâmica tóraco-abdominal, avaliação das pressões respiratórias máximas e manobras do RTA. A amostra foi classificada no grau V da GMFCS, os quais são transportados em cadeira de rodas e limitados na capacidade de manter posturas antigravitacionais da cabeça e tronco. Durante a execução do estudo nenhum dos sujeitos apresentou intercorrências respiratórias. Houve aumento no valor da pressão inspiratória máxima (PImáx) dos sujeitos após o tratamento com RTA. As manobras do Método RTA parecem ter contribuído para a melhora da força muscular respiratória da amostra estudada.
Objetivo. Avaliar o efeito de manuseios do método fisioterapêutico de Reequilíbrio Tóraco-Abdominal em parâmetros cardiorrespiratórios, em sinais clínicos de esforço respiratório, no comportamento e na dor de recém-nascidos (RN) prematuros com baixo peso internados em unidade de terapia intensiva. Método: Ensaio clínico controlado, randomizado com avaliador cego. Os RN foram caracterizados segundo: sexo, idade gestacional (IG), idade gestacional corrigida (IgC), peso, altura, índice de massa corpórea (IMC), tipo de parto, ventilação mecânica (VM), oxigenoterapia (O2) e Apgar. Através de sorteio foram divididos em dois grupos: G1 – grupo controle e G2 – grupo que recebeu RTA. Os RN foram avaliados antes e imediatamente após um dos procedimentos. Foram verificados os parâmetros cardiorrespiratórios de frequência respiratória (FR), frequência cardíaca (FC) e saturação periférica de oxigênio (SpO2), analisado o desconforto respiratório através do Boletim de silvermann-anderson (BSA), a dor através da Neonatal Infant Pain Scale (NIPS) e o comportamento pela escala de Prechtl e Beinteman (EPB). O G1 permaneceu em repouso por 20 minutos e o G2 foi submetido a 20 minutos de intervenção, composta por 4 manuseios da técnica (apoio íleo-costal, apoio tóraco-abdominal, apoio abdominal inferior e apoio toraco-abdominal e abdominal inferior simultaneamente), cada um com 5 minutos de duração. Foram aplicados os testes qui-quadrado, teste de Wilcoxon e de Mann Whitney, para comparação intra e intergrupos, respectivamente. Adotou-se um nível de significância de 5{25bca9e2bd0ebb3edf95370ff780b3b440131ee6ee0197df4233ed2a2b802bf2} (p = 0,05). Resultados: Houve diminuição significativa da FR (54,08 ± 8,34rpm x 49,77 ± 2,82 rpm, p = 0,0277) e do BSA (0,62 ± 0,96 x 0,00 ± 0,60; p = 0,0431) nos RN submetidos ao RTA. Também verificou-se menor pontuação na escala EPB do G2 em comparação ao G1 (1,00 ± 0,00 x 1,54 ± 1,13, com p = 0,0492). As outras variáveis não diferiram entre os grupos. Conclusão: Os RN prematuros de baixo peso submetidos aos manuseios do método RTA apresentaram redução da FR e do desconforto respiratório. Não houve prejuízo alteração no comportamento dos neonatos com a aplicação da técnica.
Uma das principais condições presentes em neonatos internados nas UTIN são as afecções respiratórias, que prolongam o tempo dos neonatos dentro destas unidades. Promovendo uma abordagem de tratamento mais conservadora, as técnicas da fisioterapia respiratória se fazem cada vez mais necessárias. O RTA é uma técnica que consiste em um manuseio dinâmico com base na biomecânica respiratória normal e pela fisiopatologia das disfunções respiratórias, que tem por objetivo incentivar a ventilação pulmonar e promover a remoção de secreções pulmonares e das vias aéreas superiores. O objetivo do estudo foi analisar, por meio de uma revisão de literatura, os efeitos do Reequilíbrio Toracoabdominal (RTA) no tratamento das doenças respiratórias em neonatos. Foram selecionados cinco estudos nacionais e internacionais nas bases de dados Pubmed, Scielo e Lilacs, publicados no período compreendido entre o ano de 2000 a 2020. Após análise dos textos, dos 29 artigos encontrados foram excluídos 24, compondo uma amostra total de 05 artigos que integraram os resultados e a discussão. Pôde-se concluir, com base no descrito, que a técnica de reequilíbrio toracoabdominal apresentou um satisfatório nível de eficácia em alguns dos parâmetros avaliados, e que se faz necessária a realização de estudos mais conclusivos.
A fisioterapia respiratória busca a melhora da condição respiratória de seus pacientes com o emprego das mais diversas técnicas manuais e instrumentais. Dentre as manuais encontram-se a pompage e o reequilíbrio toracoabdominal (RTA). O instrumento audiovisual sobre as técnicas manuais fez parte de um projeto de ensino do componente curricular Fisioterapia Respiratória I no ano de 2009. Foram abordadas nesse material as técnicas de pompages e RTA. As pompages auxiliam na liberação dos bloqueios miofasciais e nas estases dos líquidos lacunares, além de promoverem o relaxamento muscular quando realizadas no sentido das fibras musculares que possuam contratura, encurtamentos e retrações. O RTA visa a obter a melhora da ventilação e da obstrução brônquica, mediante a normalização do tônus muscular e equilíbrio ventilatório. O desenvolvimento do recurso audiovisual com as técnicas manuais objetiva proporcionar aos estudantes de Fisioterapia um material de apoio para as aulas práticas.
Objetivou-se avaliar a efetividade do enfaixamento abdominal e estabelecer a taxa de ventilação mecânica em crianças com síndrome do lactente chiador internadas em um hospital público. Foram aferidos os sinais vitais e de desconforto respiratório de 15 lactentes sob uso de enfaixamento abdominal. Os dados foram colhidos na 1ª, 2ª e 6ª horas após a aplicação da técnica e, posteriormente, a cada 6 horas até o término do procedimento. Para a análise dos resultados utilizou-se o teste t de Student e Mann-Whitney, de acordo com sua distribuição, adotando-se p< 0,05. As crianças foram divididas em grupo I, que necessitou de suporte ventilatório, e grupo II, que permaneceu em respiração espontânea. Ao compararem-se as médias entre grupos, observou-se melhora no grupo II para todas as variáveis, porém não houve diferença estatisticamente significante. Conclui-se que o enfaixamento abdominal pode ser favorável à diminuição da necessidade de suporte ventilatório.
Background. Pulmonary rehabilitation is recognized as a core component of the management of individuals with chronic respiratory disease. Since the 2006 American Thoracic Society (ATS)/European Respiratory Society (ERS) Statement on Pulmonary Rehabilitation, there has been considerable growth in our knowledge of its efficacy and scope. Purpose: The purpose of this Statement is to update the 2006 document, including a new definition of pulmonary rehabilitation and highlighting key concepts and major advances in the field. Methods: A multidisciplinary committee of experts representing the ATS Pulmonary Rehabilitation Assembly and the ERS Scientific Group 01.02, “Rehabilitation and Chronic Care,” determined the overall scope of this update through group consensus. Focused literature reviews in key topic areas were conducted by committee members with relevant clinical and scientific expertise. The final content of this Statement was agreed on by all members. Results: An updated definition of pulmonary rehabilitation is proposed. New data are presented on the science and application of pulmonary rehabilitation, including its effectiveness in acutely ill individuals with chronic obstructive pulmonary disease, and in individuals with other chronic respiratory diseases. The important role of pulmonary rehabilitation in chronic disease management is highlighted. In addition, the role of health behavior change in optimizing and maintaining benefits is discussed. Conclusions: The considerable growth in the science and application of pulmonary rehabilitation since 2006 adds further support for its efficacy in a wide range of individuals with chronic respiratory disease.
De Troyer A, Wilson TA. Action of the diaphragm on the rib cage. J Appl Physiol 121: 391– 400, 2016. First published June 9, 2016; doi:10.1152/japplphysiol.00268.2016.—When the diaphragm contracts, pleural pressure falls, exerting a caudal and inward force on the entire rib cage. However, the diaphragm also exerts forces in the cranial and outward direction on the lower ribs. One of these forces, the “insertional force,” is applied by the muscle at its attachments to the lower ribs. The second, the “appositional force,” is due to the transmission of abdominal pressure to the lower rib cage in the zone of apposition. In the control condition at functional residual capacity, the effects of these two forces on the lower ribs are nearly equal and outweigh the effect of pleural pressure, whereas for the upper ribs, the effect of pleural pressure is greater. The balance between these effects, however, may be altered. When the abdomen is given a mechanical support, the insertional and appositional forces are increased, so that the muscle produces a larger expansion of the lower rib cage and, with it, a smaller retraction of the upper rib cage. In contrast, at higher lung volumes the zone of apposition is decreased, and pleural pressure is the dominant force on the lower ribs as well. Consequently, although the force exerted by the diaphragm on these ribs remains inspiratory, rib displacement is reversed into a caudal-inward displacement. This mechanism likely explains the inspiratory retraction of the lateral walls of the lower rib cage observed in many subjects with chronic obstructive pulmonary disease (Hoover’s sign). These observations support the use of a three-compartment, rather than a two-compartment, model to describe chest wall mechanics.
Introdução: Considerando a alta complacência da caixa torácica em recém-nascidos, as manobras de fisioterapia, quando aplicadas sobre o tórax, devem ser corretamente indicadas e avaliadas, por meio de instrumentos fidedignos e não invasivos, a fim de assegurar a sua eficácia e segurança. Objetivo: Avaliar a mobilidade toracoabdominal pela biofotogrametria (MT) em recém-nascidos após as manobras de vibrocompressão (VC) e Reequilíbrio Toracoabdominal (RTA). Métodos: A análise foi realizada em 40 recém-nascidos, com idade > 37 semanas, em posição supina, membros superiores em flexão, abdução e rotação externa e quadril flexionado. Cada recém-nascido realizou um tipo de manobra (VC ou RTA) e foi filmado por 60 segundos antes e após a terapia, por uma câmera digital perpendicular ao plano de movimento. A análise biofotogramétrica foi realizada pelo Software AutoCAD® e os resultados foram convertidos para unidades métricas (cm2). Resultados: A manobra de RTA aumentou a amplitude do movimento toracoabdominal e a VC diminuiu. A diferença média da mobilidade toracoabdominal, entre o antes e depois, para estas duas manobras, foi de +0,20 cm2 no RTA e –1,72 cm2 na VC, entretanto não apresentaram diferença estatisticamente significativa. Conclusão: As manobras de RTA e VC apresentaram resultados antônimos sobre a mobilidade toracoabdominal, entretanto esta diferença não foi estatisticamente significativa.
O termo biomecânico foi utilizado para descrever a ciência dedicada ao estudo dos sistemas biológicos de uma perspectiva mecânica. Embora a natureza geral dos movimentos respiratórios seja bem compreendida, as contribuições individuais dos músculos específicos ainda são objeto de inúmeras discussões. O corpo ao longo de seu amadurecimento desenvolve vantagens para realizar tarefas essenciais à sobrevivência com maior perfeição e menor gasto energético.
A população neonatal, por não apresentar certas características biomecânicas e anatamofisiológica acaba apresentando desvantagens em relação a um indivíduo adulto. O método de Reeducação Toracoabdominal (RTA) foi criado na década de 80 pela fisioterapeuta Mariangela Pinheiro de Lima, através de sua vivência prática pode perceber que alterações mecânicas da caixa torácica contribuíam para a acentuação dos distúrbios ventilatórios. Este trabalho tem como objetivo avaliar o efeito do método RTA em paciente com desconforto respiratório.
O estudo foi realizado no hospital infantil Joana de Gusmão, no período do mês de maio de 2009. O método RTA foi aplicado em recém-nascido prematuro do sexo masculino em pós operatório de Reamond Shope. Foram realizados 6 atendimentos, cada um com duração média de 40 minutos. Foi observado melhora nos valores da frequência cardíaca, frequência respiratória e saturação periférica de oxigênio.
Os episódios de pneumonia aspirativa são freqüentes em pacientes internados na unidade de terapia intensiva (UTI) e cursam com graves conseqüências aumentando a sua morbidade. Uma das maneiras de se compor uma análise sobre uma patologia, é conhecendo a mesma estrutura ou sistema alvo em condições sadias, a fim de detectar as disfunções a partir do conhecimento das funções normais.
O estudo tem como objetivo avaliar as principais alterações musculoesqueléticas e respiratórias, abordando a importância da intervenção da fisioterapia nos casos de problemas respiratórios, como a pneumonia aspirativa. Executando um tratamento necessário ao paciente, minimizando o desconforto respiratório e as conseqüências decorrentes do mesmo.
Este estudo foi realizado no berçário do Hospital Infantil Joana de Gusmão em Florianópolis, como estudo de caso, paciente sexo masculino, com um mês de vida, apresentando quadro clínico de pneumonia aspirativa. Ao realizar a avaliação fisioterapeutica, foi diagnosticado desconforto respiratório, cansaço e respirava com auxílio da musculatura acessória. Após a avaliação foi aplicado protocolo de fisioterapia constituído de um método chamado reequilíbrio tóracoabdominal.
Os resultados apontam melhoria da saturação e sinais vitais, observando uma melhora da mobilidade torácica, assim relaxando a musculatura acessória da respiração. Indica-se estudos mais aprofundados na área com maior casuística.
To the respiratory physiologist or anatomist the diaphragm muscle is of course the prime mover of tidal air. However, gastrointestinal physiologists are becoming increasingly aware of the value of this muscle in helping to stop gastric contents from refluxing into the oesophagus. The diaphragm should be viewed as two distinct muscles, crural and costal, which act in synchrony throughout respiration. However, the activities of these two muscular regions can diverge during certain events such as swallowing and emesis. In addition, transient crural muscle relaxations herald the onset of spontaneous acid reflux episodes.
Studying the motor control of this muscular barrier may help elucidate the mechanism of these episodes. In the rat, the phrenic nerve divides into three branches before entering the diaphragm, and it is possible to sample single neuronal activity from the crural and costal branches.
This review will discuss our recent findings with regard to the type of motor axons running in the phrenic nerve of the rat. In addition, we will outline our ongoing search for homologous structures in basal vertebrate groups. In particular, the pipid frogs (e.g. the African clawed frog, Xenopus laevis) possess a muscular band around the oesophagus that appears to be homologous to the mammalian crural diaphragm. This structure does not appear to interact directly with the respiratory apparatus, and could suggest a role for this region of the diaphragm, which was not originally respiratory.
Diseases that constrict the skeletal structure of the chest wall and the spine with its articulations may interfere with the functional capacity of the diaphragmatic pump, facilitating the development of respiratory insufficiency and failure. The present article discusses the response of the respiratory muscles to mechanical overload.
Following a brief examination of the force these muscles are required to exert in normal conditions, we review the pathophysiology of some characteristic alterations brought about by a) chest wall diseases such as kyphoscoliosis; b) other diseases involving the bony structure of the chest wall such as ankylosing spondylitis and pectus excavatum; and c) extreme obesity. Systemic disorders of a neuromuscular type will be dealt with in a different chapter of the series.
Expansion of the rib cage and abdominal wall are prominent features of the inspiratory phase of the breathing cycle. The expansion of the abdominal wall is produced by the action of the diaphragm. Thus, as the diaphragm is activated, its muscle fibers shorten and its dome (which corresponds essentially to the central tendon) moves in the caudal direction, pushing the abdominal viscera caudally and displacing the abdominal wall outward. When the diaphragm in anesthetized dogs, rabbits, cats, and horses is activated selectively by electrical stimulation of the phrenic nerves, however, the tension it exerts at the points of attachment on the lower ribs and the rise in abdominal pressure commonly cause expansion of the most caudal portion of the rib cage, but the fall in pleural pressure causes contraction of a large fraction of the rib cage (23, 69, 108, 183).
Measurements of thoracoabdominal motion during phrenic nerve pacing in humans with traumatic transection of the upper cervical cord (24, 196) and during spontaneous breathing in subjects with traumatic transection of the lower cervical cord (76, 163, 200) have shown that the human diaphragm acting alone similarly produces an expansion of the caudal portion of the rib cage but an inward displacement of the cranial half of the rib cage. Therefore, the normal expansion of the rib cage during inspiration must be primarily produced by the intercostal muscles, although in humans the scalenes may also be involved (31, 38, 76, 85, 174). However, the intercostal muscles are diverse and widely distributed throughout the rib cage, and until recently, the respiratory functions of the individual muscles have been poorly understood.
THE MECHANICS of a skeletal muscle is essentially determined by the anatomy of the muscle and the structures it displaces when it contracts. Given that the muscle fibers of the costal portion of the diaphragm run cranially and dorsally from their insertion on the lower ribs, it would therefore be expected that isolated contraction of one hemidiaphragm would both lift these ribs and pull them backward relative to the upper ribs.
In addition, even though the diaphragm is the main inspiratory muscle, it receives corticospinal inputs (e.g., Gandevia and Rothwell 1987; Murphy et al. 1990) and is involved in a range of nonrespiratory contractions, such as stabilization of the trunk prior to rapid arm movements (Hodges et al. 1997), flexion of the upper and lower extremities (Kolar et al. 2010), and trunk extension (in patients with complete cervical spinal cord injury, Sinderby et al. 1992; see also Hodges et al. 2001).
On these grounds, we hypothesized that the muscle would participate in ipsilateral rotation of the trunk. Thus the right hemidiaphragm would contract during rotation of the trunk to the right to pull the lower rib cage on the right side dorsally relative to the spine, whereas it would remain silent during rotation of the trunk to the left (contralateral rotation). Conversely, the left hemidiaphragm would contract during rotation of the trunk to the left to pull the lower rib cage on the left side dorsally relative to the spine.
The studies were performed in seven healthy subjects (5 men and 2 women) 29–49 yr of age. The subjects had normal pulmonary function tests, and their principal anthropometric characteristics and supine inspiratory capacity are listed in Table 1. They gave informed consent to the procedures, which conformed with the Declaration of Helsinki and were approved by the Ethics Committee of the Brussels School of Medicine.
Five subjects had previously participated in many respiratory experiments and were highly trained in relaxing their respiratory muscles at different lung volumes, but two subjects (subjects 5 and 7) had little prior experience as respiratory subjects. Before the study, these two subjects underwent several practice sessions with pairs of respiratory magnetometers (Norman H. Peterson, Boston, MA) placed on the abdomen and rib cage, during which they were coached to relax their respiratory muscles. At the time of the study, all subjects were able to produce consistent relaxation curves of the chest wall from resting end expiration [functional residual capacity (FRC)] to total lung capacity (TLC).
Nowhere in the body is the axiom of structure governing function more apparent than in its relation to respiration. This is also a region in which prolonged modifications of function – such as the inappropriate breathing pattern displayed during hyperventilation – inevitably induce structural changes, for example involving accessory breathing muscles as well as the thoracic articulations.
Ultimately, the self-perpetuating cycle of functional change creating structural modification leading to reinforced dysfunctional tendencies can become complete, from whichever direction dysfunction arrives, for example: structural adaptations can prevent normal breathing function, and abnormal breathing function ensures continued structural adaptational stresses leading to decompensation.
Restoration of normal function requires restoration of adequate mobility to the structural component and, self-evidently, maintenance of any degree of restored biomechanical integrity requires that function (how the individual breathes) should be normalized through reeducation and training.
RIBS ARE A PROMINENT FEATURE of the trunk in vertebrates and are often regarded as a shield protecting the vital organs of the thoracic cavity, in particular the heart and the lungs. In mammals, however, many ribs are exposed to pleural pressure, which is below atmospheric pressure. Moreover, ribs move cranially during the inspiratory phase of the breathing cycle.
This cranial movement is primarily related to the contraction of two sets of intercostal muscles, namely the internal intercostals of the parasternal area (the so-called parasternal intercostals) (2, 3, 7, 9) and the external intercostals of the rostral interspaces (1, 7, 11), and contributes significantly to the expansion of the lung. Thus, in addition to protecting the intrathoracic organs, the ribs would appear to provide two essential respiratory functions.
First, they would constitute the structural elements that carry the compressive stresses that balance the pressure difference across the chest wall. Second, the ribs would transform intercostal muscle shortening into lung volume expansion. Two series of experiments were designed to test these hypotheses, and they form the basis of the present report.
This chapter focuses on interventions with a psychological component, including emotional factors, the breaking of habits, details and implications of self-regulation, psychotherapeutic techniques, and aspects of dealing with panic. As long as the mind and the intent are engaged, learning to breathe differently is a psychological process. This is especially true when disorders of the breathing pattern are based in disordered thinking and feeling.
Changing such patterns is a bigger order than bringing about steadier breathing, and is not always necessary. Proceeding as if the breathing is simply excessive and trying to make it slower and less deep may be all that is needed. Because of the bidirectional relationship of body and mind, strictly physical or behavioral changes generally also have an impact on the emotional state. Theoretically, one person can come for improvement in the breathing pattern and end up feeling more psychologically stable, while another comes in for psychotherapy and ends up having more stable breathing.
The so-called respiratory muscles are those muscles that provide the motive power for the act of breathing. Thus, although many of these muscles are involved in a variety of activities, such as speech production, cough, vomiting, and trunk motion, their primary task is to displace the chest wall rhythmically to pump gas in and out of the lungs.
The present chapter, therefore, starts with a discussion of the basic mechanical structure of the chest wall in humans. Then, the action of each group of muscles is analyzed. For the sake of clarity, the functions of the diaphragm, the intercostal muscles, the muscles of the neck, and the muscles of the abdominal wall are analyzed sequentially. However, since all these muscles normally work together in a coordinated manner, the most critical aspects of their mechanical interactions are also emphasized.
MEASUREMENTS OF THORACOABDOMINAL motion in subjects with quadriplegia due to traumatic transection of the cervical cord have established that the diaphragm acting alone during breathing in humans produces an inward displacement of the upper portion of the rib cage and an expansion of the lower portion of the rib cage (4, 13, 17, 20, 21). Similarly, in dogs, isolated contraction of the diaphragm during inspiration displaces the upper ribs in the caudal direction and the lower ribs in the cranial and outward direction (5, 6).
The expiratory action of the diaphragm on the upper rib cage is primarily caused by the fall in pleural pressure, and its inspiratory action on the lower rib cage is the result of two components of the force developed by the muscle (7). The first component, the so-called “insertional force,” is the direct cranial force applied by the muscle fibers of the costal portion of the diaphragm at the level of their insertions into the lower ribs. The second component, denoted the “appositional force,” is the lateral force due to the transmission of abdominal pressure on the lower rib cage through the diaphragm in the zone of apposition (16). The magnitude of the rib cage displacements produced by the diaphragm in quadriplegic subjects, however, is affected by the elastance of the abdomen and by abdominal pressure. Specifically, when the abdomen in these subjects is given a passive mechanical support by a pneumatic cuff or an elastic binder, the expansion of the lower rib cage during inspiration is increased and the inward displacement of the upper rib cage is reduced (4, 20, 21).
This effect of abdominal support has traditionally been considered to be the result of an increase in the appositional force of the diaphragm. Indeed, because such a support produces an increase in abdominal pressure, the zone of apposition at end-expiration is increased. Moreover, abdominal support also causes an increase in the elastance of the abdomen. Consequently, the descent of the dome of the diaphragm in response to a given muscle activation is decreased, the zone of apposition is larger throughout inspiration, and the rise in abdominal pressure is greater. It would be expected, therefore, that the appositional force would be greater.
Ventilatory monitoring devices that require mouthpiece breathing produce a rise in tidal volume (VT), a fall in frequency(f) and alterations in periodicity and variability of breathing components. Together with the introduction of the respiratory inductive plethysmograph, a reliable noninvasive monitoring device of ventilation, major advances have taken place in understanding the significance of the components of the breathing pattern.
We measured the breathing pattern of normal subjects utilizing respiratory inductive plethysmography and continuously processed these data with a microprocessor system. The mean values of the breathing pattern components in normal subjects were not affected by age, but the rhythmicity was more irregular in the elderly. The values of breathing pattern components obtained noninvasively by respiratory inductive plethysmography in normal subjects are fairly predictable in limits similar to other tests of pulmonary function.
A criança com doença respiratória não necessita apenas da atuação do médico, a atuação da fisioterapia respiratória tem contribuído bastante para o tratamento desses pacientes ajudando também na qualidade de vida. O método reequilíbrio tóraco abdominal (RTA) tem o objetivo de incentivar a ventilação pulmonar e a desobstrução brônquica através da normalização do tônus, comprimento e força dos músculos.
Este método entende que as disfunções e doenças respiratórias apresentam seqüelas musculares, posturais, ocupacional e sensório motoras. Lactente do sexo masculino com idade de 7 meses, internado com diagnóstico clínico de bronquiolite.
Foi realizada a avaliação fisioterapeuta obtendo como diagnóstico alteração do sinergismo dos músculos que fazem parte do sistema respiratório. Como forma de tratamento foi utilizado uma técnica da fisioterapia que tem por objetivo promover a remoção de secreções pulmonares através das vias aéreas superiores reorganizando os sinergismos musculares. Sendo esta técnica o RTA. mesmo com alguns sinais não vistos podemos comprovar que o RTA realmente funciona e seguindo a fisiologia, biomecânica e anatomia do sistema respiratória podemos perceber os erros cometidos muitas vezes. Atendendo com o RTA os resultados são imediatos comprovados pelos sinais que o paciente apresenta e pelos sinais vitais.
Objetivo. Avaliar o efeito do método Reequilíbrio Toracoabdominal na força dos músculos respiratórios de pacientes com fibrose cística, acompanhados no Ambulatório de Fibrose Cística da Universidade Católica de Brasília.
Métodos: A amostra, constituída de 29 fibrocísticos, foi caracterizada com base em dados antropométricos, genéticos e de colonização bacteriana. Espirometria, manovacuometria e antropometria foram realizadas antes e depois do tratamento fisioterapêutico, no qual se utilizou o método Reequilíbrio Toracoabdominal, duas vezes por semana, durante quatro meses.
Resultados. Houve aumento da pressão inspiratória máxima e da pressão expiratória máxima após o tratamento fisioterapêutico em todos os pacientes, naqueles sem distúrbio ventilatório obstrutivo e naqueles com distúrbio ventilatório obstrutivo leve (p < 0,05). Foi encontrada correlação positiva entre a idade e a pressão expiratória máxima para a maioria dos grupos. A pressão inspiratória máxima só apresentou correlação positiva com a idade no grupo com distúrbio ventilatório obstrutivo leve (p = 0,012; r = 0,817). Para o sexo feminino e para o grupo sem distúrbio ventilatório obstrutivo houve correlação negativa entre a pressão expiratória máxima e a colonização por Pseudomonas aeruginosa (p = 0,036; r = -0,585).
Conclusão: Para os fibrocísticos avaliados, o método Reequilíbrio Toracoabdominal aumentou a força dos músculos respiratórios, o que reafirma a importância do tratamento fisioterapêutico para estes pacientes.
A fibrose cística (FC) é uma afecção genética, sistêmica, caracterizada por uma disfunção generalizada das glândulas exócrinas, de caráter evolutivo crônico e progressivo. O Reequilíbrio Tóraco-Abdominal (RTA) tem por objetivo incentivar a ventilação pulmonar e promover a remoção de secreções pulmonares.
A atelectasia caracteriza-se por perda de volume pulmonar decorrente, entre outros motivos, de obstrução brônquica ou hipoventilação alveolar. A terapia com pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP) pode ser associada à fisioterapia respiratória para o tratamento da atelectasia, pois aumenta a capacidade residual funcional e evita o colapso alveolar.
The respiratory muscles, like the heart, must work continuously with little opportunity to rest. Palmonary disease increases the load on the respiratory pump while at the same time decreasing the pressuregenerating capacity of the respiratory muscles. If the respiratory muscles are subjected to sufficiently high loads for a prolonged period of time, they will eventually fatigue.
It has been postulated that respiratory muscle fatigue causes the respiratory pump to fail resulting in hypercapnic ventilatory failure.’ This postulate has led to a tremendous interest in respiratory muscle fatigue. In this article, we will focus on the determinants of respiratory muscle fatigue, the effects of respiratory muscle fatigue, the effects of respiratory muscle fatigue on breathing pattern and the clinical signfficance of these changes in breathing pattern.
Recém-nascidos acometidos pela taquipneia transitória do recém-nascido (TTRN) cursam com desequilíbrio da biomecânica toracoabdominal e desconforto respiratório e necessitam de cuidados especiais. A fisioterapia respiratória convencional em recém-nascidos tem efeitos adversos, podendo ser o método reequilíbrio toracoabdominal (RTA) uma alternativa terapêutica.
Objetivo. Comparar a fisioterapia respiratória convencional com o método RTA em recém-nascidos com TTRN.
Métodos: Ensaio clínico intervencional, comparativo e randomizado. 49 recém-nascidos foram divididos em dois grupos: fisioterapia respiratória convencional (n=20) e RTA (n=29). Parâmetros fisiológicos (frequência respiratória, frequência cardíaca, saturação de pulso de oxigênio, temperatura axila), dor, estado comportamental, desconforto respiratório e desequilíbrio da biomecânica respiratória foram avaliados antes e após os manuseios.
Resultados. A mediana da idade gestacional foi 38 semanas e a do peso de nascimento 2.940 g. Após os manuseios, não houve diferença entre os grupos quanto à dor (p=0,63), o estado comportamental (p=0,11) e os parâmetros fisiológicos (frequência respiratória, p=0,18; frequência cardíaca, p=0,82; SpO2, p=0,74; temperatura axila, p=0,29). O método RTA mostrou-se superior a fisioterapia respiratória convencional na melhora da biomecânica respiratória (elevação do esterno, p=0,01; elevação dos ombros, p=0,02) e do desconforto respiratório (p=0,009).
Conclusão: O método RTA mostrou-se seguro e superior à fisioterapia respiratória convencional em recém-nascidos com TTRN.
Seria a respiração um fluído, um ar vital emanado do Criador? Seria alento, fogo que mantém acesa a vida? Seria ela algo invisível, intangível, função destinada ao movimento de fole dos pulmões?
Sim a respiração pode ser assim percebida. Pode também ser traduzida em complicadas fórmulas físicas e matemáticas e avaliada em sofisticados equipamentos. Quando adoece, a respiração pode ser tratada com medicamentos de última geração e também com atitudes que melhorem a qualidade da vida.
Nós, fisioterapeutas respiratórios, que lidamos diariamente com pessoas portadoras de distúrbios respiratórios, precisamos literalmente tocar o problema da respiração. A respiração precisa se tornar real, tangível, palpável.
A respiração além da abrangência de fluxos, volumes, resistências, complascências, trabalho, pressões, capacidades e volumes é uma experiência corporificada. Isto significa que toda e qualquer equação relacionada à respiração se manifesta no corpo. Para alguns profissionais da área de saúde, sobretudo o Médico, é possível abordar os aspectos químicos da respiração, empregando medicamentos que possam auxiliar a retomada do funcionamento de parte do Sistema Respiratório. Ao Fisioterapeuta cabe a parte mecânica. Grande sorte para quem escolhe como profissão ser um terapeuta, alguém que acompanha e orienta a pessoa na busca de sua própria cura.
Historicamente a fisioterapia respiratória pediátrica tem sido aplicada baseada em um modelo intensivista, no qual o maior objetivo é a remoção de secreções pulmonares.
Este artigo tem por objetivo propor uma ampliação da abordagem terapêutica, a qual deve privilegiar o retorno global da função respiratória. Isto inclui a possibilidade de coordenar a respiração com outras funções, tais como a alimentação, a excreção, a expressão através da fala, das atividades lúdicas, esportivas e a aprendizagem.
O fisioterapeuta respiratório deve conhecer as particularidades da biomecânica respiratória e as fases do desenvolvimento sensório-motor do bebê e da criança para entender como esta se relaciona consigo mesma e com o meio no qual está inserida. Estes conceitos conduzem a uma reflexão que impede a prática de técnicas invasivas e que possam produzir alterações negativas dos parâmetros ventilatórios.